Mobile marketing – 5 ferramentas para engajamento segundo a IBM

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Mobile marketing

Mobile marketing – A IBM Marketing Cloud aponta as melhores práticas para interagir e se relacionar com o consumidor considerando o crescente uso das interfaces móveis, como smartphones e tablets

Por Renata Leite – renata.leite@mundodomarketing.com.br

A criação de um novo algoritmo mobile-friendly pelo Google, no ano passado, serviu para derrubar qualquer crença, entre empreendedores, de que a elaboração de estratégias voltadas para smartphones, tablets e tecnologias vestíveis, o chamado mobile marketing, ainda podia ser adiada. Embora seja inegável o impacto dos devices móveis nos negócios, grande parte das empresas ainda se esforça para dominar a nova interface de comunicação e relacionamento com os consumidores.

Para melhor aproveitar o ambiente, os profissionais de Marketing precisam entender que o mobile marketing é mais que uma ferramenta; é um modo de vida, segundo ressalta a IBM Marketing Cloud. O termo representa mais do que um simples device e inclui uma série de canais, como e-mail, SMS, mídias sociais, web, entre outros. Investir em estratégias específicas para os gadgets ajuda a gerar valor para os consumidores, fidelizá-los e aumentar as receitas da companhia. Conheça a seguir cinco táticas e ferramentas para promover o engajamento mobile, de acordo com a IBM:

1. E-mail mobile
Mais de 50% dos e-mails são hoje abertos em devices móveis, sendo esse um dos principais usos dos smartphones e tablets. Isso faz com que seja tão importante ter mensagens personalizadas e com conteúdo interessante, quanto fáceis de ler e navegar independente do dispositivo em que são abertas. Para isso, é preciso adotar um design responsivo, que se utilize de ícones e botões de call to action maiores, além de imagens e fontes ampliáveis.

As preocupações não devem ser apenas técnicas. Muitas empresas já levam em consideração outras variáveis, tais como o contexto de visualização, a escolha do produto e dos processos de pagamento, contando com a abertura da mensagem em um dispositivo móvel. Outro bom caminho é incluir nos e-mails um botão de “lembrar-me depois”, que, ao clicado, agenda o envio de outra mensagem para o consumidor com o produto ou a informação que lhe chamou a atenção, de modo a permitir o acesso em outro momento.

2. Aplicativo integrado
A expectativa do mercado é de que, em 2020, os consumidores gastem mais do que US$ 101 bilhões em APPs. Para que a marca faça o melhor uso desse recurso, entretanto, ele não deve ter limitações em relação às funcionalidades ou à integração com o site. Para que as estratégias de Marketing no canal tenham sucesso, é importante que os dados de tráfego e dos usuários mobile também sejam coletados e analisados, para gerarem insights e abrirem caminho para uma experiência personalizada.

Outro passo é definir claramente quais são os objetivos da marca com o aplicativo: fazer prospects e clientes se engajarem com um conteúdo ou fazer uma oferta? A resposta a essas perguntas direcionará à melhor estratégia geral. Para qualquer uma das finalidades, o investimento em uma comunicação e um relacionamento que integre os mais diversos canais de contato com os usuários é fundamental.

3. Mensagens SMS
As mensagens de SMS são uma ferramenta indispensável ao plano de Marketing mobile. A taxa de abertura é de mais de 90% – até oito vezes superior aos resultados com e-mails -, e a leitura das mensagens ocorre em média cinco segundos após o envio. Isso facilita o disparo do texto correto no momento ideal para o consumidor escolhido. Ainda assim, esse recurso deve ser usado com parcimônia para que o cliente ou prospect não tenha uma reação negativa ao envio.

As mensagens neste canal precisam ser curtas, simples e amáveis. Elas são ideias para passar instruções fáceis ou comunicar datas de expiração de ofertas, por exemplo. O texto precisa ser elaborado especificamente para a ferramenta, em vez de ser apenas mais um meio de repetir o que já foi disparado por outras vias. Mais uma vez, as ações precisam estar integradas com todos os demais pontos de contato do consumidor com a empresa, servindo para aumentar receitas, reduzir custos e se relacionar com cliente fiéis.

Os resultados serão melhores se o canal estiver integrado às campanhas automatizadas. Assim, as respostas tendem a acontecer, com a vantagem de o SMS proporcionar facilmente o diálogo entre cliente e marca.

4. Redes sociais
Mais de 80% dos usuários do Twitter acessam o site por um device móvel, e 91% dos jovens de 18 a 29 anos que têm um smartphone conectam-se às redes sociais. Entre as pessoas com mais de 50 anos, a taxa tampouco é desprezível: 55%. Logo, tornou-se pouco razoável pensar a presença nessa mídia sem considerar o acesso móvel ou desenhar a estratégia mobile e desconsiderar as redes sociais.

Para que o conteúdo social seja adequado e compartilhável em smartphones e tablets, ele precisa respeitar a brevidade que esses sites pedem. As imagens e os gráficos também precisam funcionar nas telas menores. Mais uma vez, o canal deve estar integrado às ferramentas de captura de dados e de análise do comportamento do usuário. Ele também deve estar integrado aos demais pontos de contato. As redes sociais podem ter, por exemplo, SMS opt-ins e chamadas para baixar o APP.

É importante permitir o login por meio das redes sociais nos outros canais de relacionamento, reduzindo o tempo gasto pelos usuários com cadastro.

5. Localização
Soluções baseadas na localização dos usuários representam a inovação mais recente no Marketing mobile e oferecem diversas oportunidades para empresas se conectarem com consumidores em trânsito. As ações desse tipo se baseiam na localização física dos clientes e nas preferências deles. Os dados gerados com base na posição geográfica dos usuários ao longo do dia e do mês também podem proporcionar insights valiosos.

As ofertas e o envio de conteúdos alcançam um novo patamar com essa tática, pois chegam ao destinatário quando ele está estrategicamente posicionado. Algumas empresas já estão utilizando beacons e ferramentas similares para disparar mensagens no exato momento em que um prospect ou um cliente atravessa uma porta ou um corredor. Esse movimento representa uma verdadeira convergência dos mundos virtual e real.

Um desafio é vencer os receios das pessoas em relação à invasão de privacidade. Por isso, é importante que marcas expliquem exatamente os benefícios que os clientes terão caso autorizem o recebimento das mensagens direcionadas com base em sua localização geográfica. E para evitar irritar os usuários, deve-se considerar uma frequência de envios que limite o conteúdo disparado para um indivíduo durante um período específico.

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